a China: um país, uma ditadura, zero humanismo

o imperialismo Chinês avança

Falar da China não é falar de comunismo, é falar de autoritarismo sistémico e desenfreado.

Uma nação e um povo que há milhares de anos vive numa cultura de guerra de poder, de líderes absolutos, de controlo de informação, de subjugação de milhões de inocentes.

O grande sistema autoritário, opressivo, iliberal, abusador, inumano, corrupto, imperialista, castrador, controlador, ilusório, (…), da República popular da China apresenta várias faces.

 Por um lado diz-se uma “república” em que existe só um partido e só uma voz que pode ser ouvida, por outro atropela a liberdade de pensar e atuar das pessoas, por exemplo com o sistema de crédito social que classifica as pessoas como más ou boas respeitando os princípios enviesados e de controlo máximo do partido.

Impõem listas de palavras proibidas como “winnie the pooh” ou “I oppose”, as construções que aparecem como cogumelos (especialmente bases militares), o intrometimento nas políticas internas de outros países, etc..

Num só artigo nunca nos seria possível debater todos os seus aspectos, contudo é necessário compreender um pouco da sua política externa para se poder debater a situação actual.

made in Hell

O everything made in china que as novas gerações foram habituadas, não surgiu do ar.

Quando o capitalismo americano foi confrontado com problemas em vez de encontrar soluções para resolver os problemas estruturais da sociedade tomou outra direção: fez outsourcing como por exemplo do trabalho que os americanos eram demasiado superiores para fazer.

A China que na segunda metade do século XXl estava de rastos tanto pelo rasto da segunda guerra mundial como pelo Maoísmo, quando via as suas iniciativas falhar e a sua população a passar fome, aproveitou a oportunidade e construiu assim a base da sua economia actual.

Como os direitos humanos é algo que ainda não chegou à China foi fácil imitar a estratégia que o Japão tinha utilizado uns anos antes e reduzir os custos e aumentar a produção de qualquer artigo imaginável a baixa qualidade.

A China produz, e o resto do mundo só consome, ao controlar os chips, e redes de abastecimento, domótica, a adquirir participações maioritárias e o controlo de empresas responsáveis pelo abastecimento de água, eletricidade, gás etc…
E depende da inexistente boa vontade por parte da ditadura que governa a china.

Com o impulso capitalista e com a inexistência de eleições livres permitiu à China criar estratégias de longo prazo, algo que os restantes governos mundiais não conseguiram fazer, dado que os governantes apenas se preocupam com as próximas eleições e não com o bem estar da população.

China 2050 FTW

o objectivo actual do governo de Xi Jinping é claro e inequivoco: A China quer ser a maior potência mundial tanto no aspecto económico tanto como militar.

O governo chinês aproveita o liberalismo dos governos mas apenas de forma unilateral, ou seja, entra nos países comprando a sua influência tanto política como económica, mas restringe a entrada de investimento estrangeiro na China.

Esta assimetria nas relações faz com que os governantes tomem medidas em favor da China, que lhes enche os bolsos mas em detrimento da própria população.

Asseguram assim a estabilidade do regime dentro de portas enquanto é promovido fora de portas a superioridade do modelo chinês, através de construção de uma rede de suporte (incluindo políticos, empresários, universidades, and so on and so on) aos interesses chineses na comunidade internacional, promovendo a divisão entre grupos económicos como na UE ou EUA ao mesmo tempo que cria uma percepção global positiva do sistema autoritário chinês como alternativa aos governos actuais.

A óptica que a China tem vindo a demonstrar é :
“Nós vamos criar o novo comunismo, comprando todas as empresas e países mas cumprindo sempre com as vossas liberdades democráticas e leis capitalistas”.

50 sombras da China

Esta dinâmica é particularmente clara nas zonas mais pobres, como no Sri Lanka onde emprestaram dinheiro que sabiam que o governo local não conseguiria pagar e agora como colateral ficaram com a jurisdição por um século de um dos mais importantes portos do oceano índico.

Em África a china chega e apresenta o seu plano “nós ultrapassamos a pobreza extrema e continuamos uma ditadura” algo que é apreciado pelos políticos africanos, pois os agentes chineses, privados e públicos, não fazem perguntas difíceis sobre os direitos humanos, não reclamam por reformas económicas, sociais e políticas e nem sequer sugerem a existência de padrões elevados contra a corrupção.

Em troca de dinheiro “fácil”, entregam o domínio dos recursos naturais e estratégicos das regiões, impedindo o desenvolvimento económico e social das sociedades africanas.

Ao emprestar dinheiro aos países, para além de estar a comprar investimentos baratos também está a comprar a total lealdade destes. Como exemplo o voto de países como o Sudão do Sul nas nações unidas ou o de antónio costa na assembleia europeia contra uma regulamentação que iria limitar as aquisições chinesas na Europa.

o futuro pertence a quem o comprar ?

É necessário fomentar a informação independente sobre as atrocidades chinesas e principalmente criar soluções para a pressão chinesa, apesar de alguns think tanks e independentes já terem várias vezes alertado para as possíveis consequências a ganância dos governantes e dos investidores privados impede de serem tomadas medidas que controlem a sofreguidão por lucro chinesa.

xi ji ping um dos maiores perigos para a humanidade

a China e o Covid-19

A China onde o vírus supostamente originou, não está inclinada para falar sobre as responsabilidades de reter informação ou de estar a impedir investigações independentes à origem do vírus.

Mas esta crise, independentemente de onde originou, vem beneficiar a ditadura do governo popular da china que tenta desresponsabilizar se da sua culpa.

Enquanto isso, o “vírus” circula pelo mundo e faz os governos apertam o garrote às liberdades e à economia das suas populações, tal como a gripe e a varíola foram um dos grandes factores de sucesso do colonialismo europeu, o coronavírus assume-se assim para o Novo Imperialismo Chinês, o Chinialismo.

A China esteve “muito bem” na resposta ao vírus, ou assim disseram os seus cidadãos à televisão do estado, um “governo” ditatorial conta com a facilidade que tem de impor qualquer tipo de medida, desde construir hospitais em apenas uma semana, impor confinamento obrigatório a milhões de pessoas, silenciar jornalistas e impôr a narrativa.

Este momento crítico na história da humanidade é apenas uma crise para alguns, enquanto os países da Europa entram em pânico sobre o que fazer, a China não desperdiça a oportunidade.

ajuda humanitária?

Através de uma série de medidas de ajuda humanitária, tentam contrariar  má imagem que fica depois de estarem na origem do vírus.

Mas, em que se baseia esta ajuda?

Na europa por exemplo o governo chinês apressou-se a fazer acordos com vários países, mas esta ajuda não foi grátis e nem efectiva. Espanha adquiriu milhares de testes só para descobrir que tinha uma taxa de eficácia na ronda dos 30%, os portugueses apenas receberam a ajuda que deveria ter chegado antes do final de março quando a quarentena já estava a acabar e os ventiladores nunca foram precisos.

Como se não fosse suficiente a absurdidade da compra desenfreada de material que não estava faltando ao serviço do SNS e ao salvamento de vidas do COVID, o INFARMED bloqueou e continua a bloquear a certificação de kits de testagem e ventiladores made in Portugal segundo os critérios existentes e já com certificação CE, invocando critérios imaginários e impossíveis de cumprir. Enquanto que todo o material vindo da china que continua insistentemente a dar problemas, o INFARMED já deu o seu aval garantindo que segundo o que conseguem entender das instruções que veem em mandarim, está tudo perfeito.

Obviamente há que realçar que esta ajuda é estrategicamente distribuída pelos países que têm vindo a mostrar o seu apoio às iniciativas chinesas. 

ajudar-se a si própria

Mas não nos fiquemos pela europa, em África o governo chinês depressa estendeu os seus milhões para auxiliar os países durante a pandemia, se poderem dar algum colateral para as dívidas como por exemplo na Zâmbia onde foi pedido que as minas de cobre passassem para mãos chinesas.

Mas a estratégia do governo de Xi jinping não se saciou por tão pouco. Aproveitando a oportunidade, em Hong Kong foram detidos pela polícia  vários ativistas pró democracia por estarem a incitar o debate, atrasando a imposição de leis. 

No mar da china aumenta a pressão sobre Taiwan com paradas militares e declamar autoridade sobre território rico em gás natural.

A China ri-se e faz memes

Entra aqui mais uma arma poderosa dos dias de hoje, onde a China não é nenhuma amadora: a desinformação.

Tal como diria o maior assassino de sempre Mao Tse Tsung, se visse os dias de hoje:
“Não existe informação apenas pelo objectivo de informar, ou informação que se descole das classes ricas, ou que seja independente da política”

Divulgando várias notícias que o vírus tinha começado na América ou em Itália apesar de ser um facto estabelecido que o vírus começou em Wuhan.

Até mesmo o cromo do Trump é apenas mais uma peça no jogo de xadrez, enquanto o subsidiamento americano de mais de 500M à OMS é suspenso, a China depressa aproveita a oportunidade e investe mais 30 milhões na organização, passando assim a imagem de como estão preocupados com a resolução do problema sanitário internacional, mesmo apesar de não permitirem que entrem no país equipas de investigação da OMS ou jornalistas.

Fazem uma cópia barata de uns legos, num vídeo onde dizem que avisaram rapidamente o ocidente dos riscos e medidas a tomar, enquanto gozam com a atitude do trump em relação ao vírus. A nível de content marketing, estão fortíssimos.

e assumir as responsabilidades?

Enquanto alguns governos como a Austrália e a América tentam forçar que sejam feitas investigações às culpas do vírus e especialmente se o governo chinês realmente impediu que a informação saísse do país, custando assim a vida a muitas pessoas.

A China responde a estas ameaças com força e sem piedade, dizendo que se esses países têm dúvidas sobre a actuação do governo chinês, a China também vai começar a ficar com dúvidas sobre as relações comerciais com eles.

O Governo do partido Comunista Chinês há muito que declamou a sua intenção em ser o maior poder mundial e esta pandemia apenas serviu para acelerar o processo, entretanto as responsabilidades pelo vírus ou pelo aproveitamento das fragilidades criadas ficam por ser julgadas.

Portugal tem uma longa relação com o China desde os primeiros contactos comerciais por via marítima, passando pelo estabelecimento da zona especial de Macau, até mais recentemente os vistos gold que triplicaram em maio de 2020, e a promoção do Coutrim da Iniciativa Liberal enquanto presidente do turismo.

Sempre foi uma relação entre David e Golias mas hoje em dia descrever o agachamento político que o nosso governo está a fazer em favor da China torna-se algo mais complexo.

A china tem vindo a consolidar o seu poder, tomando conta do chão que nós pisamos, veja-se os grandes investimentos em Portugal:

EDP 30 %controlada pela China Three Gorges.
REN controlada pela State grid.
BCP, fidelidade e luzsaude (idealmed) controlado pela Fosun. 100%
Banif investimento pela Bison Capital.2.000.000.000 € aplicados através dos vistos Gold.
5% do PIB nacional directamente devido a investimento chinês.
Reestruturação do Porto de sines só com propostas chinesas.
Porto de vitória nos açores com possibilidade de construir estação de gás natural liquefeito e possivelmente base militar…

Isto só enunciando os maiores valores, muitos outros negócios são realizados sem passaram nos canais de media nacionais, dado que muitas empresas são adquiridas pouco a pouco, e que depois trabalham as sinergias entre si para benefício de interesses, como por exemplo a Huawei FusionSolar e a EDP renováveis.

Banca, Saúde, electricidade, imobiliário estão a caminhar para o saco Chinês. Se alguns se iludiam que a adesão à NATO ou à UE nos tinha retirado a soberania nacional, são agora presentes com a realidade que se querem ter uma opinião contra o poder da República popular da China só o podem expressar em mensagem privada porque até gigantes como o Facebook ou a Google censuram notícias contra o maior produtor de material tecnológico do mundo.

Há que ter em atenção que na China não existe fronteira entre as empresas privadas e o estado. Todos os bancos ou canais de comunicação pertencem ao governo e mesmo as empresas “privadas” apenas podem agir dentro dos parâmetros que o partido popular da china permite, caso tentem pisar qualquer linha fora dos interesses do estado, facilmente são nacionalizadas ou os seus gestores vão passar umas férias com os serviços secretos chineses seguindo o exemplo do comunismo Stalinista dos seus vizinhos soviéticos.

Em 2017 Emmanuel Macron e Angela Merkel tentaram passar uma lei que controla-se a compra da china de empresas estratégicas na Europa, contudo no final, Macron disse, “Se alguém me tivesse dito que eu iria defender os interesses dos trabalhadores europeus contra um socialista português, eu nunca teria acreditado”. Ao que António Costa respondeu que quando Portugal estava inundado em divididas, foram os chineses que compraram negócios, dívidas e favores que tem de ser pagos.

Socialista só de nome.

não existe não em mandarim

Os Portugueses têm de se habituar ao estilo chinês: a palavra “não” não existe em mandarim e o que está negociado hoje pode não aguentar até ao negócio de amanhã.

“Os portugueses tratam-nos muito bem, sinto-me bastante confortável aqui”, afirma. O futuro parece ser um lugar bom. “Se o Governo português apoiar os objectivos da China na Rota da Seda, o Governo chinês vai continuar a apoiar os investimentos em Portugal”” um gestor chinês anónimo numa entrevista à revista sábado, deixando claro que todo o apoio apenas vai continuar a vir se Portugal continuar-se a agachar às ordens Chinesas.

Controlo chinês em Portugal

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