ANÁLISE DO DECRETO DE LEI ESTADO EMERGENCIA

15 Março 2020

O governo português falhou e deve ser responsabilizado pela falta e pelos maus investimentos no sistema nacional de saude ao longo dos últimos anos. Este governo tenta agora descartar a sua culpa, e mente novamente aos Portugueses, dizendo que era impossível prever o surgimento de um virus deste tipo: um vírus que tem uma taxa de mortalidade inferior a 1%, um virus que 80% das pessoas infetadas vão ter nenhum a ligeiros sintomas apenas.

Nesta análise concluímos que o governo não está verdadeiramente interessado nas pessoas, muito menos com os grupos de risco, mas sim focado na destruição do capital econômico e social, e em manter o atual sistema de classes.

O Decreto de lei promulgado a 20 de Março pelo presidente da república surge na resposta a um vírus que se começou a espalhar em Dezembro e declara o estado de emergência nacional que permite ao Governo tomar medidas excepcionais e desajustadas:

https://www.portugal.gov.pt/pt/gc22/comunicacao/documento?i=decreto-do-governo-que-regulamenta-o-estado-de-emergencia-

Em seguida comentamos as maiores atrocidades que estão contidas no mesmo, bem como algumas medidas que foram, estão e irão ser tomadas, que são desprovidas de qualquer sentido e razão:

“Com efeito, urge adotar as medidas que são essenciais, adequadas e necessárias para, proporcionalmente, restringir determinados direitos para salvar o bem maior que é a saúde pública e a vida de todos os portugueses.”

“Assim, o presente decreto pretende proceder à execução do estado de emergência, de forma adequada e no estritamente necessário, a qual pressupõe a adoção de medidas com o intuito de conter a transmissão do vírus e conter a expansão da doença COVID-19.”

Somos apenas nós que vemos onde está a grande falácia?

A grande falácia é que as medidas tomadas não são proporcionais ao problema, longe disso.

 

1.Prisão domiciliária das pessoas com idade inferior a 39 anos e fora dos grupos de risco

Das medidas tomadas até agora, a mais atroz é a prisão domiciliária e implementação de policiamento, e vigilância para pessoas fora dos grupos de risco. Ao impedir a continuação do trabalho para estas pessoas, o governo está a destruir economicamente e socialmente o país.

Os números oficiais comprovam que as pessoas com menos de 39 anos fora dos grupos de risco vão experienciar 80%: nenhuns sintomas a sintomas ligeiros deste vírus.

Estas pessoas podiam ter continuado a trabalhar para termos capital para poder ultrapassar esta crise.

São perto de 4 milhões de pessoas confinadas a prisão domiciliaria !  

 

2. Falta de medidas para proteger os grupos de risco e os idosos

Onde estão as medidas que protegem as pessoas pertencentes aos grupos de risco??

Senhor presidente da república das bananas, Senhor primeiro ministro,

Os idosos que recebem reformas de 300€ continuam a ter que escolher entre comprar medicamentos e comida !

Continuam a chegar notícias de lares sem apoio médico, em que o vírus entra e se espalha por todas as pessoas. 

Também a resposta do governo de permitir na rua a circulação das pessoas com mais de 60 anos, e não criar sistemas de suporte para estas pessoas não é ajustada ao problema.

Estas pessoas continuam a ter que se deslocar aos supermercados e mercearias, que não estão prontas para os proteger, e espalham o virus pelos grupos de risco.

 

3. Quiosques, jornais, raspadinhas, e o tabaco

A decisão de deixar os quiosques abertos para vender jornais, por ser um bem essencial é uma anedota que merecia um artigo, talvez um espectáculo de comédia,  não fosse este um assunto sério.

“Segundo os dados divulgados pela Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT), nos primeiros dois meses deste ano o CM vendeu uma média de 73 192 exemplares por dia em banca e registou uma quota de mercado de 61,6%.”

Menos de 1% da população compra jornais. Será que é mesmo essencial que este 1% da população continue a comprar os jornais durante uma pandemia?

Se o governo queria deixar os quiosques abertos porque considera os jornais bens essenciais, podia ter limitado os mesmos a vender apenas jornais.

Os quiosques estão abertos apenas para vender tabaco, raspadinhas, totoloto e o euromilhões.

Porque é que o uma pessoa de 70 anos está autorizada a sair de casa para ir comprar raspadinhas, tabaco, se a sua reforma assim o permitir todos os dias? E porque é que uma pessoa que tem 30 anos não pode ir trabalhar?

O tabaco é negativo para a saúde e mau para quem tem ou venha a ter COVID-19.

“O relatório «Portugal – Prevenção e Controlo do Tabagismo 2017», apresentado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), revela que morreu uma pessoa a cada 50 minutos, em Portugal, no ano passado, por doenças atribuíveis ao tabaco.”

https://www.sns.gov.pt/noticias/2017/11/17/consumo-de-tabaco-em-portugal/

Os fantoches do governo estão mesmo preocupados com a saúde dos portugueses? Sendo que o tabaco mata mais que o covid19? Não ! Começa a ser claro que estes fantoches que estão no governo se estão a cagar para a saúde dos portugueses.

Hipócritas, psicopatas, incompetentes, falsos, mentirosos, fantoches.

Nenhum fantoche nos principais meios de comunicação abriu nunca o jornal a dizer que morreram hoje 25 pessoas devido ao vírus do tabaco, nenhum, nunca.

Contra nós próprios falamos nesta redação em que todos fumamos, e aumentamos o nosso consumo porque estamos mais nervosos, mais ansiosos. Mas estamos dispostos a abdicar deste “bem essencial”, caso seja necessário para proteger os grupos de risco.

Ao mesmo tempo que o governo encerrou escolas, creches, proíbe pessoas de idade inferior a 40 anos de trabalhar, prepara financiamento para empresas, facilita despedimentos, o governo permite a venda de tabaco que é mais um factor que dificulta a vida a quem contrair o vírus.

Fica então claro, á vista de todos, que o Governo se está a foder para os pobres e para os idosos, e para as pessoas com doenças, e está a utilizar este vírus como o desculpa para avançar com uma agenda que vai: tornar os pobres mais pobres, enriquecer os donos das empresas, facilitando despedimentos e concedendo linhas de crédito absurdas.

 

4. A SUSPENSÃO DA DEMOCRACIA, DOS DIREITOS DE LIBERDADE DE EXPRESSÃO E CIRCULAÇÃO

“Estas medidas devem ser tomadas com respeito pelos limites constitucionais e legais, o que significa que devem, por um lado, limitar-se ao estritamente necessário e, por outro, que os seus efeitos devem cessar assim que retomada a normalidade.”

“A democracia não poderá ser suspensa, numa sociedade aberta, onde o sentimento comunitário e de solidariedade é cada vez mais urgente. “

Para instaurar a aceitação dos portugueses, destas falsas medidas de proteção da doença, o Governo conta com a ajuda dos principais meios de comunicação para causar histeria, alarmismo para disseminar o medo e o pânico.

https://ativxs.pt/covid/medo/

Algumas vez viram um telejornal falar de quantas pessoas morreram por causa da pneumonia, da gripe? Alguma vez viram o telejornal a dedicar um mês inteiro, 7 horas por dia, ao número de pessoas que morrem do tabaco?

Ou vêm nos mesmos canais de televisão anúncios de pessoas a fumar, filmes com pessoas a fumar, que até parecem saudáveis?

Os media criaram um exército de epidemiologistas no facebook, que cantam ás varandas e batem palmas na janela, tudo em nome do quê? 

Os media não dão espaço a ninguém que questione a atitude do governo e quando o fazem e sobre ameaças para ter cuidado, ha n exemplos, um dos mais chocantes a entrevista a José Miguel Júdice na SIC:

Análise da entrevista a JMJ – edição da noite

O trabalho dos media é digno de ser comparado e até humilhar os fantoches da televisão estatal da Coreia do Norte.

Notas finais:

A resposta do governo de destruir a economia não é ajustada ao problema !

A resposta do governo de fechar escolas e empresas não é ajustada ao problema !

A resposta do governo de financiar empresas e não os reformados que recebem reformas de 300€ mês e têm de escolher entre comida e medicamentos não é ajustada ao problema !

A resposta do governo de classificar o tabaco que tem uma taxa de mortalidade superior ao COVID-19 como um bem essencial não é ajustada ao problema !

A resposta do governo é da responsabilidade do governo. Existiam e continuam a existir muitas alternativas e soluções ajustadas, e o governo não pode desresponsabilizar-se ao dizer que se limitar a fazer o que os outros países fizeram.

Países como a Suécia e Coreia do Sul, não fizeram prisão domiciliária de toda a população e estão a lidar melhor com o vírus !

 

O que o governo devia ter feito, nao fez, ainda vai a tempo de fazer, mas não vai fazer porque se está a cagar para os Portugueses:

Criar um sistema de suporte para as pessoas mais idosas, e proibi-los de sair de casa para os proteger de novas infecções, este sistema de suporte tem de garantir: comida, casa, companhia.

Aumentar o investimento em hospitais e centros de saúde,

Aumentar o número de vagas em medicina e enfermagem,

Reverter os layoffs e todos os apoios anunciados a mega corporações que faturam milhões por ano e pagam uma miséria aos seus trabalhadores.

 

O que as pessoas podem e devem fazer agora:

Não vejam os telejornais, nem vejam a televisão, é um hábito que pode ser substituído por outro. Eles têm especialistas em criar palavras e frases para disseminar o stress, o medo.

Eles espalham medo e pânico irracional, usam imagens falsas e números deturpados para espalhar o pânico e para fazer parecer bem os fantoches incompetentes que estão a destruir a vida dos Portugueses.

Organizem-se em grupos, discutam soluções. Tenham calma. Não vai surgir nada útil no início.

Embora possam ler isto e ter uma reação de ódio contra estes psicopatas que nos mentem e enganam, escravizam, a violência não é a resposta correta.

Está instaurada a ditadura, por enquanto policial, somos um povo obediente ou cobarde, pouco imaginativo, satisfeito por fazer o mesmo que os outros, que se contenta com o futebol, Fátima e a cerveja, não foi preciso chamar os militares para a rua.

Está a chegar o 25 de Abril, e não temos nenhuma razão para festejar a liberdade que conquistamos, porque estamos presos, sob um regime ditatorial, disfarçado de democracia.

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