o mundo pós-covid

a nova pandemia – saúde mental

a doença que se agravou

Nos últimos dois meses temos vivido num espaço mais restrito, com menos contacto humano do que estávamos habituados, sobre as imposições de uma espécie de Fascismo sanitário que foi decretado pela maioria dos governos. 

Para além disso estamos assustados no presente, com medo do futuro. As expetativas e planos que tínhamos, foram na maioria cancelados a curto, médio, e talvez a longo prazo.

Este e outros factores estão a gerar diferentes tipos de perturbações a nível mental.

uma epidemia por isolamento social

Em 2003 após surgimento do primeiro coronavírus (SARS) foi realizado um estudo, no qual foi reportado que após a quarentena, 30% das pessoas apresentou sintomas de stress pós-traumático e depressão, o mesmo foi recentemente reportado em Whan na China após o fim da quarentena.

As quarentenas não são um método inovador para conter a propagação de uma doença, já foi utilizado várias vezes para conter doenças que comprovaram taxas de mortalidade altas, como por exemplo no Vírus do Ébola ou da Influenza equina, em ambos foram realizados estudos que vieram a demonstrar que tanto durante a quarentena como no período após, houve um aparecimento ou agravamento de sintomas como exaustão, distanciamento dos outros, ansiedade, irritabilidade, insónias, dificuldades de concentração e na tomada de decisões, deterioração da qualidade do trabalho prestado e relutância em trabalhar alguns considerando a demissão.

como chegámos aqui ?

Num estudo realizado sobre o pós quarentena do SARS, quando confrontadas sobre as razões que faziam as pessoas sentirem-se mais inseguras, destacava-se a falta de informação por parte entidades oficiais. Algo que mais uma vez se voltou a repetir, com os políticos preocupados acima de tudo em assegurar a continuidade da sua carreira, e com uma grande dificuldade por parte do Governo em passar informação consistente às pessoas, bem como a dar o exemplo.

Será um exagero dizer que o facto de termos analfabetos científicos no poder, contribui para aumentar a nossa incerteza sobre o futuro?

Vejamos o caso da maior economia europeia, onde a Chanceler Angela Merkel, Doutorada em química quântica, não espera para ler o que alguém escreveu no teleponto, ou que sejam os outros a responder pelos problemas do país, tendo ela própria explicado à população de como deve de actuar e de porquê.

Também os media têm um papel importante, esta foi e continua a ser uma grande oportunidade para se destacarem com informação referenciada e construtiva. Em vez disso escolheram cavalgar a onda do medo, do inimigo que não se consegue ver, incitando ao medo dos outros, todos os dias apresentando um cenário mais catastrófico, criando o pretexto para a criação de medidas que invocam o zelo, mas que erram pela execução, estratégia e motivação. 

Se as noticias falsas vão passar a ser crime, serão os grandes grupos de media como Cofina, Impresa, Sonae, entre outros, responsabilizados pela implementação deste estado de pânico?

comparando crises

A grande depressão de 1929 é o evento mais facilmente comparável com o momento económico atual, onde em 3 anos a economia mundial caiu cerca de 15% e os níveis de desemprego subiram acima dos 20%.

Para Portugal estão a ser apresentadas previsões de cerca de 7% de recessão do PIB e taxa de desemprego a rondar os 10%, ficamos com a sensação que após praticamente fechar o comércio durante 45 dias, e considerando também a quebra que se vai sentir ainda nos próximos meses, estes números, revelam aquele otimismo populista.

Acompanhando essa recessão da economia, o mundo assistiu a um aumento na criminalidade, na fome e de aumento das desigualdades entre ricos e pobres.

a saúde também entrou em crise !

Durante esse período de tempo a taxa de suicídios aumentou mais de 30%, o número de pessoas admitidas em hospitais mentais triplicou, e milhares de crianças ficaram traumatizadas para a vida com o aumento do número de abusos familiares, resultado da agravação das condições sócio económicas da crise de 1929. Isto,  sem haver confinamento.

Exposto o que aconteceu no passado com situações semelhantes à que estamos a viver, há que pensar sobre a situação actual.

Foi criada uma das maiores crises de sempre da nossa história, as pessoas estão a ser vitimas de uma enorme pressão, ao ser-lhes imposto o isolamento social, contra a necessidade de contacto humano que precisamos para combatermos problemas como a depressão.

Quanto antes podíamos contar com o nosso círculo de amigos para nos apoiar, e mesmo que tivéssemos de quarentena, por alguma doença infecciosa, ou perdido o emprego, sabíamos que a economia estava a funcionar e que conseguiríamos encontrar um novo emprego.

a insuficiência nas medidas do governo

Enquanto todos os dias somos confrontados com inúmeras notícias sobre os milhões que o estado dá aos privados e à banca sem piscar os olhos, o executivo actual ainda não tomou uma decisão para confrontar este problema, que apesar de já existir anteriormente é algo que foi deveras impulsionado pelas imposições dos últimos dois meses.

Muitas das medidas tomadas aliás, são na realidade desprovidas de qualquer fundamento científico como por exemplo o encerramento das escolas, medida que a OMS declarou não ser eficaz no combate a uma epidemia, e que cria imensos prejuízos à saúde das novas gerações .

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e agora?

Um problema de saúde pública é a falta de interesse em publicar dados sobre a saúde mental em Portugal, tal como está a acontecer com o coronavírus.

Para além disso é difícil medir o impacto indireto na saúde mental que se expressa em acidentes e mortes devido ao stress, ansiedades, ataques cardíacos. Imagine-se o exemplo da pessoa que estava exausta das ultimas semanas, ao viver num permanente estado de pânico e teve um acidente mortal de viação.

Os perigos à saúde mental estão longe da vista, e muitas vezes nem mesmo após a morte conseguem ser devidamente diagnosticados,  mas podem ser criadas medidas para prevenir problemas e promover o bem-estar. 

Talvez em vez de termos investido milhões na criação do fundo de resolução da banca fizesse sentido investirmos num ministério do bem-estar…. 

Fica também claro para quem quiser ver, que não existe saúde individual se não existir saúde coletiva, e que só seremos saudáveis se os outros o forem também.

A saúde, ao contrário do capitalismo não é um jogo de soma negativa.

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referências:

  1.  influenza equina 

Taylor MR, Agho KE, Stevens GJ, Raphael B. Factors influencing psychological distress during a disease epidemic: data from Australia’s first outbreak of equine influenza. BMC Public Health 2008; 8: 347

  1. ebola

Pellecchia U, Crestani R, Decroo T, Van den Bergh R, Al-Kourdi Y. Social consequences of Ebola containment measures in Liberia. PLoS One 2015; 10: e0143036

3. Suicídios na grande depressão

Green, Harvey. The Uncertainty of Everyday Life, 1915–1945. 1992.

4. Efeitos grande depressão

5. Impactos confinamento

6. Efeitos quarentena SARS – Researchgate.net

7. Lockdown is the world’s biggest psychological experiment – and we will pay the price  World Economic Forum

8. Estudo Nações Unidas sobre saúde mental – un.org

  1. Previsão CE para Portugal
  1. Estudo OMS – falta eficácia fecho escola – WHO.INT 

o mundo pós-covid

O Capitalismo à lá Americana Implode

O mundo como o conhecemos foi liderado pelos Estados Unidos da América durante os últimos quase 100 anos. Mais precisamente, pelas empresas que controlam o congresso dos EUA, nomeadamente os Bancos e mais recentemente as grandes empresas tecnológicas como a Google, a Amazon e o Facebook.

Os bancos armazenam capital sob a forma de dinheiro e imóveis mas também sendo os proprietários de empresas e grupos de empresas. Os bancos detêm estes grupos que controlam os bens de primeira necessidade desde a comida, a água, ao papel higiénico, bem como os jornais, os canais de televisão, os filmes, a música, estendendo o seu controlo até às dívidas soberanas dos países, através da compra da dívida e claro, da sua avaliação.

Tempo de leitura: 10 minutos 

COVID-19 Factos e Histeria

a oficialização da destruição da privacidade,  em nome de um “bem maior”

Não queremos escolher entre privacidade e liberdade, queremos os dois e é possível. Não queremos apps inúteis no telemóvel, nem o nosso histórico de deslocações a ser guardado por operadoras nem pelo governo.

Também não queremos a medição de temperatura á entrada para o trabalho, por não se tratar de um bom indicador. Segundo a DGS, menos de 50% dos casos confirmados apresentaram febre.

Estes e outros tópicos no nosso artigo: 

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