corpos queer e a farsa do anti-natural

artigo de Sara Gonçalves

O antropocentrismo heterossexual, central no capitalismo colonial e patriarcal pelo qual as sociedades ocidentais são regidas, não está a funcionar. As diferentes lógicas de dominação, a grupos de humanos e não humanos, sexismo, racismo, homofobia, transfobia, capacitismo e especismo (entre outros) estão interligadas e uma verdadeira libertação só pode acontecer no cruzamento das várias lutas.

Os mecanismos de dominação assentam numa lógica binária de compreensão do mundo e a sua consequente hierarquização e classificação identitária. A teoria queer critica a binariedade de género abrindo portas para a contestação de outros dualismos.

Para Greta Gaard, devemos analisar esses dualismos de forma não só horizontal, mas também vertical, uma vez que os vários sistemas de opressão se reforçam mutuamente. A subversão passa pela contestação das categorias identitárias dado que a similitude entre os pertencentes a uma mesma categoria assenta fundamentalmente no tipo de dominação a que são sujeitos. Incorporando técnicas queer para arruinar distinções e misturar identidades, a teoria cyborg de Donna Haraway, transtorna as políticas identitárias vigentes.

 O cyborg é uma criatura que não pode ser essencializada, uma vez que se encontra no cruzamento entre o humano, o animal e o maquinal. Os cyborgs são não-binários e rejeitam assim qualquer tipo de dicotomia existente, abrindo espaço a uma percepção interseccional e fluída de nós mesmos e dos outros. No decorrer deste artigo, vamos focalizar-nos na oposição entre heterossexual e queer, cultura e natureza e razão e erótico, compreendendo como a ecologia queer e a ecosexualidade podem providenciar-nos um novo quadro, teórico e conceptual, de pensamento e afectar as nossas práticas nos campos ambiental e sexo-afectivo.

Para começar, devemos compreender que as categorias identitárias e os seus dualismos constituem a base da opressão nas sociedades ocidentais. Estas categorias, que devem pouco a factores biológicos ou naturais, são construídas socialmente e atravessadas por representações fictícias que precisam de ser desconstruídas (SANDILANDS).

Nos dualismos, o termo B não é simétrico mas subordinado ao termo A e o significado do termo A depende da subjugação e exclusão do termo B. O termo B é constituído como interno e externo ao termo A. As categorias são inter-dependentes, o que reflecte a sua instabilidade.

Seguindo esta lógica, podemos constatar algumas dicotomias : cultura/natureza ; razão/erótico ; humano/não-humano ; homem/mulher ; branco/não-branco ; heterossexual/queer, cada um dos lados destes dualismos é visto como exclusivo e em oposição ao outro (GAARD).

Se pensarmos na categoria “mulher”, esta não é absoluta e universal, ser mulher não é uma condição em si mas significa pertencer a uma categoria complexa construída com base num discurso cientifico sobre o sexo. As experiências comuns entre as mulheres resultam das construções sociais e não da biologia. Como é que se construíram categorias tão homogéneas para representar a colectividade ?

A consciência de género – de classe, de raça, etc… – foi-nos imposta pelo sistema capitalista colonial e patriarcal em que vivemos. A grande similitude entre os membros de uma mesma categoria é a sua exploração e dominação. Uma identidade tem sempre um efeito regulador e disciplinador, define contornos, limites, restrições e possibilidades. Os corpos trans saem das banalidades de género e constituem um desafio à oposição homem/mulher, o que significa que os esquemas binários são insuficientes para compreender as questões de género. Por meio de uma abordagem desconstrutiva, a teoria queer pretende romper com a lógica binaria e a sua adjacente hierarquização, classificação, dominação e exclusão de uns em detrimento de outros (HARAWAY ; SANDILANDS).

Posto isto, podemos traçar uma semelhança entre o lado B dos vários dualismos – a natureza, o erótico, os não-humanos, as mulheres, os não-brancos e os queer que é desvalorizado em detrimento do lado A – cultura, a razão, os humanos, os homens, os brancos e os heterossexuais – que detém o poder.

Os grupos marginalizados são vistos pela cultura dominante como mais próximos da natureza o que permite a sua desumanização e consequente segregação sem peso de consciência – porque a natureza é tida como inferior e subordinada à cultura. Uma das outras manifestações da incoerência das políticas identitárias é também ela personificada pelos queers, que são vistos como anti-naturais mas estão simultaneamente do lado da natureza. As sexualidades queer existem na natureza portanto se a fonte da moral humana fosse o mundo natural, teríamos que valorizar o pluralismo e a tolerância.

A primeira série de curtas-metragens “ Green Porno ” de Isabella Rossellini ilustra, de forma cómica, em cada um dos oito episódios, os rituais de acasalamento de vários insectos

As minhocas que são hermafroditas, os louva-adeus fêmea que matam os machos depois do acto sexual, as moscas que tem múltiplos parceiros por dia, os caracóis que têm uma vagina e um pénis e um comportamento sado-masoquista (quando copulam, dois caracóis magoam-se mutuamente com uns picos), são apenas alguns dos exemplos da diversidade de comportamentos sexuais existentes nas outras espécies. De forma falaciosa, a categoria de natural é ligada exclusivamente à procriação enquanto que as práticas sexuais não reprodutivas – como a sodomia – são desnaturalizadas e vistas como anormais. A desvalorização do erótico é uma constante na cultura dominante das sociedades ocidentais e a razão pela qual as práticas sexuais e afectivas não reprodutivas são entendidas como imorais ou perversas. A este medo do erotismo damos o nome de erotofobia.

Um dos exemplos mais perturbadores desta fobia é a colonização que usou como desculpa o erotismo dos povos indígenas – considerados como semelhantes aos animais e demasiado sexuais : as várias formas tradicionais de homossexualidade, a falta de inibição, a prevalência da sodomia e a tolerância, ou mesmo o respeito pelas pessoas transgéneras foram usadas para justificar o genocídio índio.

A acusação de que as sexualidades queer são “ contra a natureza ” e portanto moralmente, fisiologicamente e psicologicamente depravadas e desvalorizadas, parece dar a entender que a natureza é valorizada – mas como as ecofeministas têm demonstrado, não é esse o caso. A natureza é tão desvalorizada quanto os queers.

A depreciação tanto do erótico quanto das mulheres e da natureza cria uma relação entre a teoria queer e o ecofeminismo. Os queers são assim efeminizados, animalizados, erotizados e naturalizados numa cultura que desvaloriza essas mesmas qualidades. Já a natureza é feminizada, erotizada e queerizada (GAARD).

O termo queer – sem contexto referencial estável – é um questionamento radical da identidade e binariedade, um desejo de abertura, uma inconstante multiplicidade, uma descontinuidade.

o queer existe no gap entre cultura e natureza

De um lado, se compreendermos o humano como completamente externo à natureza, todos os actos humanos são contra natura (e não apenas alguns). De outro lado, se pensarmos tudo como parte da natureza não existem actos contra a natureza mas “ actos de natureza ”, o que não quer dizer que se reduza a cultura à natureza mas que rejeitamos o facto de a natureza ser inadequada – sem valor ou significado – e que precise da cultura como suplemento. E se compreendermos a cultura como algo produzido pela natureza ? Retrabalhar as binariedades natureza/cultura e o humano/não-humano dá-nos espaço para a indignação moral contra os actos específicos de violência contra humanos e não-humanos (BARRA).

Uma das representações mais comuns do mundo natural no ocidente está intimamente ligada ao conceito de “ mãe terra ”. Esta feminização da natureza limita as possibilidades subjectivas disponíveis para nos relacionarmos com ela a uma lógica binária e heteronormativa. É preciso questionar a utilização das afinidades entre género e natureza, na construção das relações dos homens com a natureza, para não as limitar a uma forma paternalista e patriarcal (SANDILANDS).

A natureza não deve ser antropomorfizada na figura de mãe para ser protegida, mas sim respeitada enquanto não-humana e sem-género.

As artistas Annie Sprinkle e Beth Stephens são um casal lésbico que se auto-proclama como ecosexual – o movimento que Sprinkle iniciou assenta no reconhecimento do potencial erótico e sensual da natureza. Ambas as artistas começaram em 2005 um projecto de sete anos de casamentos – que acabam por ser verdadeiras performances artísticas – com elementos naturais como as montanhas Appalachian na Virginia, a Lua ou o lago Kallavesi na Finlândia. « Se deixarem as pessoas gay casar então elas vão começar a casar-se com qualquer coisa.

Vão casar-se com os seus cães ! Vão casar-se com árvores ! ». « Nós estamos aqui para lhes provar que tem razão ! » diz Sprinkle. Este uso simbólico do casamento é uma forma de activismo que pretende sensibilizar – através dos direitos que o cônjuge obtém com a lei do matrimónio – e transformar a metáfora de “ terra mãe ” na de “ terra amante ” de forma a criar uma relação mútua e mais sustentável.

A ecosexualidade trespassa as lógicas binárias entre natureza e cultura e questiona o significado desses termos. Mesmo que a abordagem das artistas acabe por antropomorfizar a natureza – e que o ideal seja de superar essa necessidade de humanizar os não-humanos – esta constitui uma boa forma de reinventar os laços com os elementos naturais.

Desde o fim do século XIX, um período que coincidiu com a preservação da vida selvagem, as mudanças que ocorriam nas cidades norte-americanas – a imigração, a expansão urbana, a industrialização, a crescente independência económica das mulheres e a transformação da economia duma lógica empreendedora ao corporativismo capitalista – criaram uma enorme ansiedade social, particularmente para uma elite de homens brancos detentores do poder. 

A autoridade deste grupo foi posta em causa e as actividades nos espaços naturais foram entendidas e organizadas de forma a ligar a natureza e a sua dominação – caça, pesca, escalada, etc… – a um espaço de promulgação de uma forma especifica de heteromasculinidade, esta em oposição ao espectro urbano pertencente aos queers, aos imigrantes e aos comunistas.

Os ambientais selvagens e rurais passaram a ser valorizados e preservados longe das influências degeneradas da modernidade industrial. As políticas ambientais urbanas e a criação de espaços verdes como os parques – onde os homens podiam ter actividades ditas masculinas – , surgiram como um antídoto à homossexualidade – na altura vista como uma doença – propiciada pelo estilo de vida citadino, acreditavam os médicos. A homossexualidade tornou-se assim sinónimo de urbano, degenerado e poluído enquanto que a heterossexualidade ficou associada ao natural, apto e saudável. A artificialidade das cidades ficou vinculada à artificialidade dos queers, o que levou à invisibilidade dos queers rurais e das suas vivências, resultando numa migração para os grandes centros urbanos em busca de um espírito comunitário e de uma maior aceitação. De que forma os queers se reapropriaram materialmente dos espaços naturais ? Nas cidades, os parques tornaram-se lugares tanto de práticas sexuais individuais quanto de activismo. O cruising gay – homens que procuram um parceiro para uma relação sexual ocasional – e o sexo em lugares públicos, como os parques, desafiam os pressupostos heteronormativos do que é moralmente aceitável. Se pensarmos nos parques como um espaço regulamentado em que apenas um pequeno leque de actividades são permitidas e aceitadas, o sexo gay público – mesmo que controverso – é um tipo de democratização do espaço natural urbano. 

Tal percepção induziu as comunidades queer a acções ambientais como o primeiro grupo gay ambiental Trees for Queens que foi formado em 1969 para restaurar o parque Kew Gardens, em Nova Iorque, que tinha sido parcialmente destruído pelo corte massivo de árvores. Atentando nas comunidades lésbicas americanas dos anos 70, temos vários exemplos de grupos lésbicos separatistas radicais que reivindicavam um retorno à terra de forma a fugir ao sistema patriarcal. Como é o caso do Womanshare Collective, no sul do Oregon, em que as mulheres encontravam um espaço privilegiado de contacto com a natureza e um distanciamento face ao capitalismo (com a agricultura podiam produzir os seus próprios alimentos) (SANDILANDS).

Em 1979, Harry Hay forma o movimento das Radical Faeries, com origem nos Estados-Unidos, e originalmente composto de homens gays. A liberdade sexual, o regresso aos rituais pagãos e uma redefinição das questões de género são alguns dos motes defendidos. Actualmente, as Faeries estão um pouco por todo o mundo, na Europa dois dos países de referência são Portugal e França com retiros organizados regularmente nos bosques e florestas, e incluem mulheres, pessoas trangéneras e não-binárias e qualquer outro ser de mente aberta em busca da espiritualidade, da entre-ajuda e da liberdade, complicadas de encontrar no quotidiano. A comunidade diz-se contra o mundo normativo que as descrimina, oprime e excluí. A procura de alternativas mais sustentáveis e auto-suficientes assim como a luta pela justiça social e climática são características da comunidade. As fadas encontram-se em “santuários” no meio da natureza para se conectarem com ela e umas com as outras. Maria, uma fada que conheço bem descreveu-me a sua chegada a esta comunidade:

Quando entrei no universo das fadas a primeira vez, foi uma experiência genuína, como se estive a retornar a casa. Mesmo que já fosse de noite pude reconhecer entre as caras desconhecidas, traços familiares, tinha voltado a casa para encontrar os meus irmãos e irmãs. Não só para viver, dormir e comer mas para construir, criar e sangrar. Estava pronto para dar e receber, tocar para fazer do impossível possível. Para sonhar uma alternativa presente. Uma família acolhedora para o futuro. Tentamos ser radicalmente honestas e radicalmente carinhosas para deixar a nossa marca na humanidade. ”

Um dos outros projectos actuais que me parece importante mencionar, chama-se Queer Nature, um programa queer indígena que vê a consciência ecológica e o desenvolvimento de capacidades práticas – como a permacultura – de grupos marginalizados, e muitas vezes vistos como anti-natura, como vital. A aprendizagem de competências, físicas e emocionais, de sobrevivência na natureza (e não só), podem ser particularmente empoderadoras, especialmente tendo em conta que as pessoas LGBTQ2+ estão expostas a um maior perigo e violência. Tudo isto visando um envolvimento profundo e criativo de forma a construir alianças inter-espécies e um sólido sentido de pertença.

Ao longo deste artigo, pretendi demonstrar que a compreensão da natureza impacta os discursos sobre a sexualidade e que a compreensão do sexo afecta os discursos sobre a natureza. Ao tentar naturalizar a sexualidade, o discurso dominante da cultura ocidental constrói as sexualidades queer como anti-natura e portanto subordinadas. As tentativas de naturalizar uma forma de sexualidade têm a função de tentar encerrar a investigação sobre a diversidade sexual e práticas sexuais, e de ganhar o controle do discurso sobre a sexualidade. Tais tentativas são manifestações claras da homofobia e erotofobia da cultura ocidental.

Em contrapartida, a ecologia queer – e queerizar a natureza – permite-nos questionar e desnaturalizar as nossas formas de nos relacionarmos com o mundo natural, meter fora de ordem as nossas percepções e compreensão. Ambientes queer são aqueles em que os limites entre natureza e cultura são arbitrários e mutualmente constituídos
Ver o mundo de forma queer – estranha – permite-nos deixar a porta aberta à incerteza. Muitas vezes as palavras não conseguem descrever tudo o que nos rodeia, e isso não faz da realidade menos real. Devemos “ falar através dos espaços inexistentes na nossa linguagem ” – como diz Mortimer-Sandilands.

Outro dos dualismos que me parece de extrema importância é o da relação entre os queers e as outras espécies – seres animados e não-animados. Vários trabalhos vão nesta direcção, como é o caso de The Sexual Politics of Meat, de Carol Adams, onde esta explora como hábitos alimentares distintos foram utilizados para manter e delimitar as fronteiras entres os géneros. Há uma ponte clara que se pode fazer entre o veganismo e os queers – omnívoro/vegan, o veganismo está do lado B dos dualismos – ambos são vistos como comportamentos fora de norma. Além do desejo implícito do veganismo – especialmente quando motivado por razões morais ligadas à exploração e ao sofrimento animal – de atravessar e subverter as barreiras que separam os humanos dos não-humanos.

Outro dos tópicos que não pude detalhar, foi o das culturas indígenas, ricas de exemplos diversificados em relação ao género e à sexualidade, assim como à relação dos homens com a natureza, e dos impactos violentos da colonização que limitou a expressão dessa diversidade. O racismo e a xenofobia são ainda hoje problemas significativos das sociedades neocoloniais.

Com isto pretendo mostrar que as nossas sociedades estão cheias de dicotomias que escondem jogos de poder perigosos. A ecologia queer é anti-essencialista e oferece-nos a escolha em relação às categorias das quais nos pretendemos apropriar.
Queerizar identidades não significa apagá-las mas dar-lhes a nuança necessária para conterem a subjectividade e complexidade do mundo.

artigo de Sara Gonçalves

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