A desconexão das pessoas com o governo e o estado mata

Tempo de leitura: 14 minutos 

A democracia é vista como a forma de governar que melhor serve as pessoas e mais contribui para o progresso da sociedade. Embora a democracia apresente claras vantagens em relação a outros sistemas que se provaram destruidores para a sociedade, para a democracia funcionar é necessário uma conjunção de fatores: um processo de eleição transparente, cidadãos bem informados, com pensamento crítico desenvolvido e constantemente estimulado.

Para a democracia funcionar é necessário que os diferentes partidos políticos apresentem e apoiem medidas benéficas para as pessoas, e é também necessário o governo não mudar os seus objetivos e valores após a eleição.

Para a democracia funcionar é necessário que as pessoas se aproximem da política e participem ativamente com propostas, que a voz de todos seja ouvida, especialmente os mais desfavorecidos.

É preciso ativismo, isto é, é preciso as pessoas agirem no seu dia a dia pelo bem coletivo e individual

É necessário termos governos mais eficazes, e empresas mais reguladas, e focarmo-nos em resolver os problemas individuais e coletivos em vez de criar divisões entre nós.

é necessário jornalismo a sério !

É necessário que o jornalismo seja uma função independente do capitalismo e do estado, para poder cumprir a sua função de escrutinar uns e outros, de informar os cidadãos. Neste momento o jornalismo está a ser controlado por grupos de empresas e bancos, que escrevem aquilo que querem, para garantir os seus lucros.

Através das suas plataformas de criação de opinião pública satisfazem os seus caprichos em vez de informar e educar. Podemos ver isto na forma como selecionam o que é noticiado e a linguagem que utilizam, nos big brothers, no casamento dos agricultores, mas também nos telejornais, nas rádios, e mesmo em jornais que se dizem independentes.

Os meios de comunicação em vez de informarem e educarem as pessoas e escrutinar o trabalho do estado, como o governo disse ao anunciar os subsídios para os vampiros da comunicação, escolheram o caminho do medo, do sensacionalismo, e por isso as pessoas não confiam neles, não se interessam.

isto não é democracia

Em Portugal e no Mundo, cada vez menos pessoas vota, nas eleições legislativas em 2019 menos de 50% da população exerceu o seu dever de votar.

Cinco milhões de votos, numa população que em 2006 contava com 500.000 militantes entre os cinco principais partidos. Sendo que estes conseguem influenciar família e amigos a votar no seu partido, restam poucas pessoas a tomar uma decisão baseada nos programas políticos ou na avaliação informada sobre as acções dos candidatos.

Os partidos não divulgam o número de militantes publicamente, o que nos impede de saber ao certo, consideramos que devia haver total transparência completa a este nível, tal como sabemos o número de casos diários de covid, era importante perceber o número de infetados pelos chegófilos.

A crescente desconexão com o estado não se deve à falta de medidas eficazes por parte dos diferentes partidos politicos, a falta de medidas é o resultado do seu foco em ganhar eleições e crescer em militantes esquecendo-se da sociedade.

o governo e o estado não estão a funcionar

As pessoas que fazem parte do governo têm hoje um poder enorme sobre todas as outras. Têm o poder de decidir os direitos e liberdades dos outros 99,99% da população.

A forma de governar actual não se está a conseguir adaptar à realidade em que vivemos,  na era da informação, tudo é processável pelos modelos de Big data, fazendo com que os governos actuais sejam os mais informados sobre os problemas e as necessidades da população.

Somos liderados por grupos de indivíduos extremamente capazes em recitar discursos mas incapazes de perceber a informação que lhes é apresentada e tomar boas decisões porquê ?

Em que sistema é que nós vivemos, quando os governos perpetuam o capitalismo para os pobres e socialismo para os ricos? Num sistema em que os países se endividaram junto de bancos que assim compram a democracia, através de um papel.

os bancos enganaram as pessoas e os políticos

Cresceram no seu poder e hoje em dia providenciam um bem que devia ser essencial e gratuito para todos, incluído nas funções do estado, o de fazer pagamentos e receber pagamentos de uma forma segura.

Os bancos compram a democracia, através da dívida, para além disso detêm todas as empresas que fazem lucro, e controlam os principais meios de comunicação.

Campanhas de desinformação definem o resultado de eleições, e daí surgem as leis.

No Reino Unido alimentaram o sonho que o poder dos britânicos estava a ser consumido pela União Europeia e por isso houve o consenso de opinião pública para o Brexit, contudo 5 anos após essa decisão os eleitores apenas vêm o seu dinheiro a ser esbanjado enquanto os problemas da sociedade são ignorados em prol de reuniões para desacordar o brexit.

Nos EUA também alimentaram devaneios que se o Trump fosse eleito iria conseguir expurgar os poderes instalados e devolver o estado às pessoas para as pessoas. Agora, deu ordens aos militares para disparar sobre americanos que roubem algo.

Em Portugal os sucessivos governos fazem promessas durante a campanha que abandonam ao tomar posse.

Deparamo-nos com a realidade de ver que a nossa opinião não é importante, nem ouvida, estamos no meio de uma guerra de informação e desinformação, com os atores de cada lado mais ou menos identificados.

Hoje em dia este sistema está a fazer com que as pessoas se afastem umas das outras, que se foquem exclusivamente na sua própria sobrevivência e que ignorem o que acontece á sua volta.

as pessoas esquecem o estado porque o estado esqueceu as pessoas.

estão cada vez mais distantes da humanidade aqueles homens de cinquenta anos com barriga que controlam os governos.

Quando as pessoas de bem desligam da realidade, isso dá azo para aproveitadores sem escrúpulos ganharam terreno.

Precisamos de acreditar em algo, queremos ser ouvidos e compreendidos, no meio da fraca resposta dos governos, a extrema-direita tenta servir de conforto.

Na Hungria e na Polónia bem como no brazil e na andaluzia, e muitos outros sítios, a extrema direita ganha terreno, em Barcelona, bandeiras nazis na manif do vox, e em Portugal temos a besta do adolfo ventura a ganhar terreno, com os seus investimentos em propaganda pagos pela igreja, com dezenas de milhares de perfis falsos nas redes sociais a espalhar a sua mensagem, deturpando a percepção da opinião pública.

A extrema direita aproveitou a desconexão política da população para criar ilusões na imaginação das pessoas mais fracas econômica e emocionalmente.

A extrema direita está a crescer em grupos no facebook como este, ou este. Em que se fala por exemplo que o Trump e o Bolsonaro são boas pessoas, aliados a uma raça de alien, que está a lutar contra a “cabala”: uma aliança de outros políticos e uma outra raça de aliens, esta máE estão mesmo a convencer pessoas disto ! 

A esquerda não está a saber acompanhar, não sabe como implementar a sua visão, e os partidos á direita usam isso para desacreditar o socialismo.

Acreditamos ser urgente e indispensável uma resposta por parte das pessoas para criar associações e plataformas que façam frente a esta corrente de desinformação, que desmascaram estas redes e grupos, perfis falsos, bots, para que mensagens que contenham informação útil, relevante, informativa, e educativa cheguem às pessoas, e estimulem o seu pensamento crítico.

Só assim podemos ambicionar a tomar melhores decisões dia após dia.

COVID-19 Factos e Histeria

Este artigo é parte da nossa série: o mundo pós-covid

o lockdown e a suspensão de direitos

O decretar da maior parte dos governos de confinamento obrigatório também conhecido como prisão domiciliária, deixou muita gente a questionar a autoridade do governo e a sentir a sua liberdade e direitos fundamentais em risco.

A maioria dos governos demoraram a tomar medidas, e quando tomaramseguiram as medidas da China, como se a China fosse um bom exemplo na proteção dos direitos da população.

Os meios de comunicação ajudaram na narrativa, dando voz a modelos catastróficos, esfregando na nossa cara cada morte, para nos assustar.

A Suécia, Japão ou Coreia do Sul não aprisionaram a população e foram ignoradas pelos principais meios de comunicação: os criadores da opinião pública, ou apenas usadas pelos mesmos para deboche sem validação de factos.

Em Portugal já realizaram estudos que indicam que o aprisionamento salvou a vida de 146 pessoas, é pena não fazerem também para a quantidade de vidas destruídas.

A Áustria que começou o confinamento no mesmo dia que em Portugal, na altura já com mais de mil casos e muito mais mortes, acabou com esta medida ou com o uso de máscaras muito antes, mas mesmo um mês depois não é usada como exemplo.

Nem todos ficaram desiludidos com o confinamento obrigatório, ao início fomos reduzidos a um espaço limitado para viver, para pensar, para agir, e de forma bem sádica, alguns até bateram palmas à janela, enquanto o sistema económico, leia-se: social, colapsa.

Até os portugueses, uma nação já calejada em comer e calar, em ver usado o seu suor para dar lustro à brilhantina das empresas “amigas” do governo, começam a questionar as medidas e muito mais do que isso a sentir as repercussões que essas medidas estão a ter na sua vida e naqueles à sua volta.

É difícil manter as pessoas conectadas e incentivadas à vida política quando vemos que a cada passo as nossas condições degradam, e assim começamos simplesmente a cumprir medidas ou a dizer que cumprimos.

medidas erradas na saúde, educação, e economia

Na saúde temos um desinvestimento que já vem de trás, para ilustrar esta situação: temos 35.000 camas no SNS em Portugal, o estádio do Jamor tem capacidade para 40.000 pessoas. Como chegámos aqui? podemos receber ao domingo 200.000 pessoas em estádios de futebol, 200.000 em igrejas e apenas 35.000 no hospital?

Na economia o governo limitou-se a mais uma vez capitalizar a banca, através da sua trapalhada dos empréstimos, e destruiu o consumo e inovação com as imposições do confinamento, fecho de portas, e layoffs que so vão levar a mais despedimentos.

faltam objetivos e medidas concretas. queremos mais camas no sistema de saúde, queremos mais casas para quem vai ficar sem casa, queremos comida na boca de quem ficou sem trabalho !

Sugerimos aqui algumas medidas para reforçar a saúde, a educação e a sociedade, vamos continuar a recolher ideias e soluções junto das pessoas, em Portugal e lá fora, queremos que as melhores ideias possam chegar á assembleia. podes também contribuir como sempre, entra em contacto no discord.

desemprego, fome, medo, o futuro a curto prazo

Independentemente do que aconteceu, daquilo que não conseguimos compreender, independentemente do que vai acontecer daqui a 10 anos, algo que está a ficar claro para todos o que vai acontecer nos próximos meses.

Os próximo vírus que aí vem: o desemprego 2020, a falta de apoios sociais 2020.

O desemprego está a subir, a poupança está a descer, o investimento a desaparecer, os pedidos de ajuda social a explodirem (a cáritas a reportar mais de 60.000 pedidos em abril), vem aí uma bola de neve.

O consumo a reduzir, ao reabrir as empresas vão ter um volume de faturação bem abaixo do pre covid.

De associações ativistas em Portugal como a HOPE e a Saber Compreender chegam-nos os relatos de pessoas que não tinham poupanças, que ficaram sem trabalho. Da habita e da StopDespejos as pessoas que estão a ficar sem casa, com despejos a acontecer durante o estado de calamidade e emergência.

O governo não está a cumprir o seu papel de proteger e dar oportunidades aos seus cidadãos, ao não dar uma resposta social à altura, se conseguimos ficar todos em casa fechados para reduzir 100 mortes por covid, sera que nao podemos adaptar-nos e providenciar soluções, antes que dezenas de milhares de pessoas morram por estes vírus?

novos caminhos

O que é mesmo importante para nós?

Há alguns pontos positivos nesta crise de saúde e de gestão.

Uma coisa que dá para perceber é que podemos viver sem café, sem futebol, sem Fátima, sem ir a discoteca. Não é muito fixe, mas conseguimos viver sem isso, não conseguimos é viver sem comida, sem habitação. Não queremos viver isolados.

Fomos confrontados com os problemas da sociedade, na governação, no capitalismo, na comunicação, na educação, e fica claro que temos de mudar !

Fica claro que não precisamos de tantos trabalhos inúteis para consumir produtos e serviços inúteis, e que o estilo de vida que tínhamos era incomportável ! Não há como voltar ao normal, quando os que pedem para voltar ao normal ignoram a situação anormal em que biliões de pessoas vivem. 

Fica claro que existe uma guerra a acontecer no mundo, entre as pessoas e organizações que querem um mundo melhor para todos, e os que só estão preocupados consigo próprios.

Fica claro que não podemos desistir de ter uma democracia mais forte, de ter uma sociedade mais educada.

O ponto mais positivo tem sido ver o lado mais humano das pessoas, e como são capazes de se unir em torno de causas, num momento em que muita gente sofre e mais vão começar a sofrer dificuldades, queremos destacar as associações e as iniciativas que estão a criar um mundo melhor para todos.

Para criarmos uma sociedade mais justa, cada um de nós individualmente tem de agir salvaguardando os interesses dos outros.

obrigadx por te preocupares

No discord reunimos ativistas para colaborar e trazer as melhores soluções ao conhecimento público.

Se fores mais old-school podes enviar um email para [email protected]

Estamos em processo de criar uma associação, se acreditas na nossa missão, considera contribuir para o desenvolvimento da associação.

partilha

temos que ser todos ativistas

 

Junta-te ao ativismo, fica a conhecer as pessoas e coletivos que se dedicam a melhorar o mundo em vez de olhar para o lado, que olham com empatia os problemas da sociedade, e são capazes de ultrapassar os seus medos e tomar a iniciativa de criar algo melhor. Se não houver iniciativas boas as más continuam a ganhar.

Vais descobrir como é gratificante, e o resultado das pequenas acções que fazes dia após a dia. 

Queres ver como é fácil: começa por seguir estas páginas e descobre !

mais uma vitória para o Mundo e para o ativismo 

o direito á habitação faz parte dos direitos humanos, e o que são os direitos humanos? são mais do que um livro ou um acordo, ou uma iniciativa, são o que define a nossa liberdade, e o nosso progresso.

Como é possível durante a crise económica e sanitária que estamos a viver a CML declarar o despejo de uma mãe sem trabalho ? A Stop Despejos e a Habita, duas associações que lutam pelo direito á habitação conseguiram encontrar solução.

Sabes de situações de despejo a ocorrer? informa neste grupo: 

https://www.facebook.com/groups/habita.colectivo

partilha nas tuas redes a página que a habita construiu sobre os direitos à habitação durante o estado de calamidade

 https://habita.info/perguntas-frequentes/

Fica a conhecê-lxs e descobre como podes apoiar.

é necessário mostrar que estamos preocupados,

que nos importamos !

COVID-19 Factos e Histeria

Este artigo é parte da nossa série: o mundo pós-covid

O Capitalismo à lá Americana Implode

O mundo como o conhecemos foi liderado pelos Estados Unidos da América durante os últimos quase 100 anos. Mais precisamente, pelas empresas que controlam o congresso dos EUA, nomeadamente os Bancos e mais recentemente as grandes empresas tecnológicas como a Google, a Amazon e o Facebook.

Os bancos armazenam capital sob a forma de dinheiro e imóveis mas também sendo os proprietários de empresas e grupos de empresas. Os bancos detêm estes grupos que controlam os bens de primeira necessidade desde a comida, a água, ao papel higiénico, bem como os jornais, os canais de televisão, os filmes, a música, estendendo o seu controlo até às dívidas soberanas dos países, através da compra da dívida e claro, da sua avaliação.

Saúde mental – a nova pandemia

Nos últimos dois meses temos vivido num espaço mais restrito, com menos contacto humano do que estávamos habituados, sobre as imposições de uma espécie de Fascismo sanitário que foi decretado pela maioria dos governos. 

Para além disso estamos assustadas no presente, com medo do futuro. As expetativas e planos que tínhamos, foram na maioria cancelados a curto, médio, e talvez a longo prazo.

Este e outros factores estão a gerar diferentes tipos de perturbações a nível mental.

ao Microscópio

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